Quem sou eu

sábado, 31 de dezembro de 2011

Sobre carinho e despedida.

Chove muito no último sábado do ano na cidade de Bandeirantes (MS).Então eu e meu querido amigo André Otsuka nos encontramos virtualmente e tivemos a idéia de fazermos um jogo de palavras onde cada palavra formasse uma frase. Eis que esse jogo resultou em uma poesia.



E o fim talvez será a porta de entrada para novos horizontes.
A água tentará matar a sede da vontade de um beijo prolongado.
O corpo será abraçado por braços que guardavam uma saudade sem tamanho.
Nossos caminhos serão percorridos por pés e números diferentes.
Nossos olhares não vão mais se encontrar.
Mas o meu olhar vai sempre tentar alcançar o seu.



Feliz Ano Novo.




segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por um tempo você sentirá saudade de tudo que compartilharam juntos. Não se intimide caso queira chorar, o choro é apenas um líquido que escorre pelos olhos deixando seu nariz entupido e dificultando sua respiração.
Viu? Chorar não é tão ruim assim, logo em seguida você se sentirá mais aliviado e pensando na possibilidade de arrumar algo para sua distração.
Saudade daquilo que um dia te arrancou o sorriso mais sincero de toda sua vida sempre existirá, mas sofrer por isso é opção sua.
Vá...
Muita coisa precisa ser vivida, várias águas de março precisam ser fechadas e diversas mulheres querem ser enxergadas.
Tudo que começa pode espatifar-se a qualquer momento, esteja preparado e se goste. Gostar de si próprio é a saída daquele labirinto chamado sofrimento.




(Rhayani Paschoalim)






Esse texto eu ofereço ao meu querido amigo André Otsuka.

domingo, 17 de julho de 2011

Devolve moça.

Não.
Não me faça correr para tão longe a troco de migalhas.
Não.
Não me venha com mais delongas, o tempo que tenho para perder com você é pouco.
Não.
Não me peça para entender toda aquela realidade inventada.
Olha menina, já vivi demais, já amei loucamente, já chorei quando fazia um baita sol lá fora, já dancei na chuva por nós, já passei noites em claro só para ouvir o barulho da sua respiração.
Já gritei para quem quisesse ouvir o amor que tinha por você. Mas hoje, hoje não quero acompanhá-la, não peço que me leve contigo. Hoje eu só quero a paz que um dia esteve comigo.




(Rhayani Paschoalim)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

É o fim do caminho.

As crianças não existem mais.
Gentileza virou alvo de chacota.
Oi só para os conhecidos.
Bom dia pra quê? Não nos conhecemos.
Amizade sincera é para os fracos.
Guardar um segredo é praticamente impossível.
Gostar de escrever e falar sobre os livros de Erico Veríssimo é algo ultrapassado.
Um tudo bem virou: tá de boa.
E uma frase de Clarice Lispector é apenas um ‘’ quem sou eu’’ do Orkut.
Olhares não mais se cruzam pessoalmente.
Agora quem resolve tudo são as pontas dos dedos e os teclados de um computador.
O abraço ingênuo e palavras capazes de consolar uma alma perdida tiraram férias por tempo indeterminado.
Se o futuro depende daquilo que as pessoas fazem no presente, espero que ele demore a chegar.





(Rhayani Paschoalim)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

São fatos baseados em um baseado real.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ao bem que me faz...

" [...] E todo mundo vai saber e ver que o 'vai e vem' pode ser eterno!"

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tudo Bem- Lulu Santos.

Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver

Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão

Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
tudo bem

Já não tenho dedos pra contar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão

Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
Tudo bem, tudo bem.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Quebra

Eu já tentei cortar qualquer linha que nos una ao mesmo ponto fixo.
Mas há sempre alguma coisa que não deixa com que eu faça isso, e é aquela velha história de compromisso.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eu falo é disso.

Eu falo é desse medo e frio na barriga que não saem mais de mim.
Eu falo é da saudade que aqui habita e forma ferida.
Eu falo é do beijo que não foi dado.
Do abraço que não foi apertado.
Do cheiro do seu casaco no meu armário.

A cada novo encontro, novas sensações e o desejo de ter você sempre por perto.
A cada nova despedida, a vontade de te levar e não mais empurrar com a barriga.

Eu quero mesmo é andar sem ter pressa de chegar.
Eu quero mesmo é beijar seus lábios sem ter que sair do lugar.
Eu to falando é do agora.
Eu falo é do instante em que meus olhos cruzam com o verde do seu olhar.
E nada mais parece importar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Janta

" [...] Caberá ao nosso amor o eterno ou o 'não dá'. Pode ser cruel a eternidade, mas eu ando em frente por sentir vontade! Eu quis te convencer, mas chega de insistir. Caberá ao nosso amor o que há de vir. Pode ser a eternidade má, mas caminho em frente por sentir saudade!" (Marcelo Camelo)

Segunda luz.

Tudo isso me deixa com calafrios na barriga, e uma certeza maluca de que o que realmente quero é na verdade o oposto de tudo isso, entende?


(C.F.A)

domingo, 17 de abril de 2011

A viagem.

O barco ta amaldiçoado.
O rádio estragado,
E a má fé espalhada pra todo lado.


A viagem é longa,
O barco furou,
O rádio funcionou,
E a onda nos levou.

Nada de ficar com medo de entrar na água gelada, aos poucos seu corpo vai acostumando.
As idéias vão se encaixando.
E nós?
Nós vamos mergulhando.

Eu sei que é cansativo, e também sei que você não gosta muito da idéia de ter que mergulhar com os olhos abertos, mas olha se quiser fechá-los não tem problema, eu vou te guiar.
Prometo deixar os meus bem abertos que é pra não corrermos o risco de nadarmos em círculo na imensidão azul do mar.


(Rhayani Paschoalim)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Caio F. Abreu

Mas queria que você entendesse os meus poços escuros, os meus becos — que me fazem mergulhar em silêncios às vezes longos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Por favor,

não me empurre de volta ao sem volta de mim.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

É apenas questão de segundos.

Posso ter mudado, vazado, estourado.
Posso estar andando com outras pessoas,
falando de outros assuntos, durmindo em outra cama.
Em questão de segundos a vida muda mesmo, as pessoas se distanciam e novos encontros acontecem.
Mas olha, não se preocupe, sei das minhas origens e das coisas que deixei pra trás por ter que seguir um novo caminho. Sei das coisas que me fazem sentir saudade e faço questão de guardá-las com um apreço imenso em meu peito.
Ás vezes quero voltar correndo pra casa e procurar por meus velhos e bons amigos. Mas agora é diferente, não posso largar tudo, tenho deveres, horas, limites e obrigações. Ser gente grande é realmente muito difícil e cansativo.
Prometo me cuidar, mas olha, jura fazer o mesmo?
É, é isso mesmo, quero que se cuide, quero que fique bem, não gostaria que ficasse me esperando ou que deixasse suas coisas de lado, quero te ver crescendo e preenchendo cada vez mais esse corpo e mente de sabedoria.
Já vou indo embora, não posso me atrasar.
Um beijo e até mais!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Registro (por escrito e no coração)

Não sei fazer rimas nem escrever palavras bonitas. Prefiro o sucinto. O simples. Direto. Aliás, meu sentimento é assim: sem rodeios. Amor e ponto final!
Quero, sim. Pra sempre. Agora. Pra mim.


(Camila Vasconcelos)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Chega de rima

Quando desci a ladeira

Lá de baixo te enxerguei por cima.

Pensei em gritar seu nome

Só pra ajudar na minha rima.

Percebi que estava acompanhado

Assim que vi aquelas mãos em seu cabelo emaranhado.

Então resolvi ficar calado

Juntar os cacos dos vasos quebrados

Descer ladeira abaixo

E não brincar de fazer rima.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ana Jácomo

Simplesmente, não sei: embora raras vezes eu já consiga entrar nele, sinto que este é um dos lugares de maior descanso, de maior abertura, de maior oportunidade, para onde a liberdade de vez em quando me traz.

A vida é tecida com os fios disponíveis de cada agora. De cada respiro. De cada ação. De cada acontecimento. De cada sabor. É essa tecelã que olha para você neste instante e me olha também. O que ainda não veio, quem sabe? Eu não sei.


Sabor é o presente. Saber é quando a gente desembrulha.

Cecília Meireles

''Teu bom pensamento longínquo me emociona.
Tu, que apenas me leste,
acreditaste em mim, e me entendeste profundamente.

Isso me consola dos que me viram,
a quem mostrei toda a minha alma,
e continuaram ignorantes de tudo que sou,
como se nunca me tivessem encontrado.''

Fevereiro, 1956


In: Poesia Completa
Dispersos (1918-1964)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O sambista e a fotografia

Quando me peguei admirando aquela fotografia,

Eu tive uma súbita vontade de cantarolar um samba,

Não sabia quem era, quantos amores tiveras,

Quimera!


Quem dera eu, um simples poeta de bamba,

Compor as canções que essa foto demanda.

Naquele retrato seu sorriso abstrato fez-se companhia.

Preencheu todo o espaço vazio que ali dentro existia.



Quem sabe eu possa te encontrar algum dia,

Não me importo se com outros já dividistes a cama,

Pois agora já era, que passado tiveras?

Primavera...

Quem dera chegasse e me mostrasse o caminho,

E mudasse minha vida da água pro vinho.

A fotografia que antes era um vão branco, ganhará mais alegria.

Um simples flash pode irradiar nosso dia.


(Cantarolando sambas)

(Cantarolando sambas)

Visitei sua foto, estampei sua figura...

Loucura?

Quando te encontrei eu já soube,

Que é a imagem perfeita para aquela moldura.


(Murillo Côrtes & Rhayani Paschoalim)

Poente - Murillo Côrtes e Rhayani Paschoalim


Tenho uma blusa de lã
Que dá pra usar mesmo sem sutiã.
Tenho um sério sorriso chocho.
Que não ouso estampar no meu rosto.
Tenho medo de tudo àquilo que é
Resolvido, indestrutível, de muita fé.


Mas nada impede que o meu cachecol,
Me enrole, me esquente, encontre, invente.
Pode cair chuva, ou pode fazer sol,
Que eu me escondo, poente, como um caracol.




Já viajei o mundo inteiro.
Já mostrei os lábios com batom vermelho.
Conheço duendes, fadas, serpentes.
Experimentei cerveja quente, Degustei da aguardente.
E hoje me enxergo como outra mulher,
Que é independente, sem preconceitos e faz o que quer.




Mas nada impede que o meu cachecol,
Me enrole, me esquente, encontre, invente.
Pode cair chuva, ou pode fazer sol,
Que eu me escondo, poente, como um caracol.


(Foto tirada por Juninho Joker)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

É ...

eu pensava ser forte o bastante para encarar a vida como ela é.
Mas hoje acordei triste, me sentindo sozinho, cansado e precisando de carinho.
Aceito um simples cafuné.
E estou disposto ouvir você dizer que me quer.
Que me ama; ama-me muito, muito!
Anda, pare logo com esse charme e volta pro lugar de onde você nunca deveria ter saído: meus braços, meu lado, meu abrigo.
Eita, mas que mania é essa de duvidar de tudo, de Deus e o mundo?
Medo todo mundo tem, mas deixa-me cuidar de você, diz que sim?
Prometo te fazer a mulher mais feliz desse mundo.
Prometo te acordar todos os dias com uma bela canção.
Se pode ser aquela que você gosta? Oxê mulher, mas é claro.
Vamos nos permitir e não nos perdermos por aí como temos feito de uns tempos pra cá.
O mundo é gigante minha morena é preciso que fiquemos bem juntos diante de tantos dilemas.
Você é a metade que me faltava, sem tê-la por perto sou como um peixe fora d'água.
Vem comigo que eu te mostro o meu mundo.
Se ele é o certo?
Isso eu já não sei...
Mas caminharemos juntos passando por cima de todas as leis.
Só não me peça pra esperar por muito tempo.
Isso dói, corrói, machuca.
E esse pobre coração anda cansado de ser maltratado.
Vem morena, anda logo.
Te espero na esquina dos nossos sonhos.


(Rhayani Paschoalim)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Foi-se tão repentinamente


Desde os tempos de criança eu sempre me diverti com as histórias que minha avó contava sobre uma família que morava do lado de trás do muro do fundo da casa dela. Pessoas simples, pai, mãe e filha, uma união que eu nunca conheci igual, e como qualquer família tinha seus problemas e suas horas alegres (essas que me faziam rir tanto).
Mudei-me p/ Tupaciguara e passei a conviver perto dessa família, infelizmente o ciclo de vida do senhor Cirilo (o pai) terminou antes mesmo que eu pudesse o ver novamente e sentir aquele carinho que ele carregava em seu olhar inocente como o de uma criança.
Zilda (mãe) e Divina (filha) ficaram sozinhas, e como já era de se esperar, poucas pessoas importavam em saber como as duas estavam ou se tinham ao menos alguém parar conversar e clamar a falta que aquele homem tanto fazia.
Minha avó sempre os ajudou muito, e depois que a Vânia (moça que trabalha em minha casa) surgiu, ela passou a fazer parte dessa solidariedade. Posso dizer que aquelas duas não ficavam sem dar um gritinho roco do outro lado do muro nenhum dia, - ‘’ Ô Elisa’’ – e lá ia minha avó ou a Vânia ver o que estava acontecendo.
Quando percebi também já estava fazendo parte da vida desses dois anjos, a Zilda sempre foi muito vaidosa, me pedia p/ que eu tirasse sua sobrancelha, bigode, enfim, essas coisas que toda mulher comum faz, e lá ia a Rhayani fazer seu ‘’serviço ‘’e dar muita gargalhada com tudo o que aquelas peças raras diziam.
Semana passada acordei assustada com a movimentação e os passos largos em minha casa, já pule da cama e fui ver o que estava acontecendo, em casa tudo é muito tranqüilo, um silêncio, uma paz. Ouvi choros que vinham da casa da Zilda, era a Divina preocupada com a mãe que havia caído e estava com muita dor na perna.
Chamamos a ambulância e logo a enfermeira disse que a Zilda havia quebrado a perna. Foi uma loucura, já pegaram ela e levaram p/ Medicina em Uberlândia enquanto a Divina desamparada dizia-‘’Coitadinha da mamãe...’’
Ficamos esperando por notícias, uma ligação aqui, outra ali, e poucas pessoas se importando com o que tinha acontecido.
Hoje, dia 11 de janeiro de 2011, ouvi minha avó dizer bem cedinho p/ Vânia:
‘’ A Zilda morreu. ’’
Outra vez pulo da cama e vou procurar uma resposta para o que tinha acontecido.
‘’Ela já era de idade e não agüentou a cirurgia, teve um infarto!’’
Mas e a Divina vó? Ela não pode ficar sozinha, eram só as duas, e agora?
Minha vó disse que uma parenta de Uberlândia quer levá-la p/ lá, mas acho que não seria uma boa idéia, afinal de contas, ela está acostumada com a vida simples e pacata da cidade pequena, imagina ela em um lugar onde não se pode nem sentar na calçada direito?- Seria um pássaro livre dentro de uma gaiola-
Enfim, outro ciclo hoje terminou, sei que p/ onde ela foi será bem recebida pelo fato de sempre ter sido um ser humano lindo, e deixará muitas saudades.
Vá com Deus Zilda, e que ele te guie para a vida eterna onde não haverá seres humanos frios, sem carinho e maldosos. Espero que você olhe e cuide dessas pessoas que tanto te amaram e continuam a amar: NÓS!



OBS- a foto foi tirada assim que ganhei minha máquina fotográfica e sai p/ fotografar (a Zilda foi uma das primeiras pessoas que fotografei)...


(Rhayani Paschoalim

sábado, 8 de janeiro de 2011

Oscar Wilde

Somos castigados por nossas renúncias. Cada impulso que tentamos aniquilar germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta do seu pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta então a não ser a lembrança de um prazer ou a volúpia de um remorso. O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando coisas que se proibiram a si mesmas, e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



Remar- Amar.

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."

...

"Eu gostaria de ir embora para uma cidade qualquer, bem longe daqui, onde ninguém me conhecesse, onde não me tratassem com consideração apenas por eu ser “o filho de fulano” ou “o neto de beltrano”. Onde eu pudesse experimentar por mim mesmo as minhas asas para descobrir, enfim, se elas são realmente fortes como imagino. E se não forem, mesmo que quebrassem ao primeiro vôo, mesmo que após um certo tempo eu voltasse derrotado, ferido, humilhado - mesmo assim restaria o consolo de ter descoberto que valho o que sou."

(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O corpo pede.


A consciência diz que não.
Mas o que importa a final?-Viver ou saber o que se está vivendo?
Prefiro viver, deliciar, tocar, sentir, cheirar.
Deixo para pensar depois, aliás, chego a pensar que por pensar demais desistimos de muitas coisas sem provarmos o verdadeiro gosto daquilo que se chama arriscar!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Galera:

Aí está o link do meu flickr, espero que gostem.

http://www.flickr.com/photos/paschoalim/page2/


E para quem desejar me adicionar no orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#Profile

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E a hora chegou.

E de repente tudo acabou.
Num piscar de olhos as coisas mudaram de lugar, rumo e direção,
Enfim pude caminhar pela contramão.

Não gostaria de ficar sozinha, mas ás vezes a solidão é nossa maior aliada.
Sinto falta de tudo aquilo que um dia foi concreto.
Tive que me acostumar com certas mudanças, e mais uma vez sentir saudade de algumas pessoas.

Quanto às escolhas que fiz...
Espero que sejam certas e que eu não olhe para trás tenha a infelicidade de dizer:
''Podia ter pensado melhor ou feito diferente.''

Que meus amigos de verdade sejam para sempre amigos, e que as lembranças que tenho de cada um (a) fiquem anexadas em minha memória durante um tempo chamado SEMPRE.

Que a paz de estarmos em par com Deus seja constante.

Que cada um seja feliz de acordo com as escolhas que fizerem, e que os que ainda não a fizeram tenham a cabeça no lugar e o pensamento limpo e tranqüilo.

Posso dizer que o que aprendi em um ano foi necessário para que eu pudesse me tornar mais madura e preparada para lidar com quaisquer tipos de ser humano.
Entendi que tenho o direito de não gostar de algumas pessoas, e que existe sim, uma forte batalha entre alguns cavalheiros.

Pude perceber que a vida de colegial não é moleza, e que depois que saímos dela ou vamos ficar com muita vontade de voltar ou não querer vê-la nunca mais.

Aprendi acima de tudo, que forte mesmo são aqueles que não contam papo antes da hora.

Só mais uma coisa: A vagabundagem é a única profissão onde se obtém sucesso sem fazer nada.

Boa sorte a todos!

:)

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